sábado, 26 de maio de 2012

PROVA SOBRE VARIAÇÃO LINGUÍSTICA



VERIFICAÇÃO DA APRENDIZAGEM 
ORIENTAÇÃO GERAL:
ü Este instrumento avaliativo consta de 07 questões a ser respondida, você deve conferi-lo, verificando se está completo. Caso contrário, solicite a sua substituição.
ü Não lhe é permitido comunicar-se com outro colega ou socorrer de consultas a livros, anotações, celulares ou outros aparelhos eletrônicos;
ü Não rasure, não amasse, nem suje este exemplar. Caso isso aconteça, você será penalizado na nota;
ü Utilize caneta azul ou preta e atente-se para as questões de marcar;
ü  Não se esqueça de assinar no espaço próprio indicado;
ü Tempo disponível para realização da prova: 02 aulas;
ü BOM TRABALHO E SUCESSOS!

Esta avaliação terá como objetivo sistematizar os conhecimentos adquiridos sobre o conteúdo estudado durante as aulas: Variação Linguística.


1-A seguir são apresentados alguns fragmentos textuais. Sua tarefa consistirá em analisá-los, atribuindo a variação linguística condizente aos mesmos:
a- Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia                                               R: VARIEDADE SOCIAL
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.
                     Oswald de Andrade


b– Aqui no Norte do Paraná, as pessoas chamam a correnteza do rio de corredeira. Quando a corredeira está forte é perigoso passar pela pinguela, que é uma ponte muito estreita feita, geralmente, com um tronco de árvore. Se temos muita chuva a pinguela pode ficar submersa e, portanto, impossibilita a passagem. Mas se ocorre uma manga de chuva, uma chuvinha passageira, esse problema deixa de existir.”

 R: VARIEDADE GEOGRÁFICA

c– E aí mano? Ta a fim de dá uns rolé hoje?
Qual é! Vai topá a parada? Vê se desencana! Morô velho?


R:VARIEDADE SOCIAL

2-Os enunciados linguísticos em evidência encontram-se grafados na linguagem coloquial. Reescreva-os de acordo com o padrão culto da linguagem.
a – Os livros estão sobre a mesa. Por favor, devolve eles na biblioteca.
b – Falar no celular é uma falha grave. A consequência deste ato pode ser cara.
c – Me diga se você gostou da surpresa, pois levei muito para preparar ela.
d – No aviso havia o seguinte comentário: Não aproxime-se do alambrado. Perigo constante.
e – Durante a reunião houveram reclamações contra o atraso do pagamento dos funcionários.

 0.3Sobre variedades e registros de linguagem, assinale a afirmativa INCORRETA.
A) Preconceito linguístico é o julgamento negativo dos falantes em função da variedade linguística que utilizam.
B) A maior ou menor proximidade entre os falantes faz com que usem variedades mais ou menos formais, denominadas registros de linguagem.
C) Diferenças significativas nos aspectos fonológicos e morfossintáticos da língua marcam as variedades sociais, seja devido à escolaridade, à faixa etária, ao sexo.
D) Norma culta ou padrão é a denominação dada à variedade linguística dos membros da classe social de maior prestígio, que deve ser utilizada por todos da mesma comunidade.
E) Gíria ou jargão é uma forma de linguagem baseada em vocabulário criado por um grupo social e serve de emblema para os membros do grupo, distinguindo-os dos demais falantes da língua.


 04- Assinale a alternativa que contém uma informação FALSA em relação ao fenômeno da variação linguística.
(A) A variação linguística consiste num uso diferente da língua, num outro modo de expressão aceitável em determinados contextos. 
(B) A variedade linguística usada num texto deve estar adequada à situação de comunicação vivenciada, ao assunto abordado, aos participantes da interação. 
(C) As variedades que se diferenciam da variedade considerada padrão devem ser vistas como imperfeitas incorretas e inadequadas. 
(D) As línguas são heterogêneas e variáveis e, por isso, os falantes apresentam variações na sua  forma  de  expressão,  provenientes  de diferentes fatores. 
(E) N.D.A.

05-Considere o texto abaixo:
“A variação é inerente às línguas, porque as sociedades são divididas em grupos: há os mais jovens e os mais velhos, os que habitam numa região ou outra, os que têm esta ou aquela profissão, os que são de uma ou outra classe social e assim por diante. O uso de determinada variedade linguística serve marcar a inclusão num desses grupos, dá uma identidade para os seus membros. Aprendemos a distinguir a variação. Quando alguém começa a falar, sabemos se é de São Paulo, gaúcho, carioca ou português. Sabemos que certas expressões pertencem à fala dos mais jovens, que determinadas formas se usam em situação informal, mas não em ocasiões formais. Saber uma língua é ser “poliglota” em sua própria língua. Saber português não é só aprender regras que só existem numa língua artificial usada pela escola. As variações não são fáceis ou bonitas, erradas ou certas, deselegantes ou elegantes, são simplesmente diferentes. Como as línguas são variáveis, elas mudam.”
FIORIN, José Luiz. “Os Aldrovandos Cantagalos e o preconceito linguístico”. In O direito à fala. A questão do preconceito linguístico. Florianópolis. Editora Insular, pp. 27, 28, 2002.

Assinale a alternativa que apresenta ideia incompatível com o que se defende no texto do professor José Luiz Fiorin.
a) Todo o falante nativo de uma determinada língua tem competência lingüística, portanto a norma padrão seria uma dentre as variedades da língua.
b) Visto que qualquer língua é essencialmente heterogênea, cabe à escola enfatizar o conhecimento das regras, a fim de que os falantes desenvolvam a competência discursiva.
c) A língua sofre a influência do contexto em que o falante está inserido, dessa forma ensino da língua não preconceituoso pressupõe reconhecer o fato de que as diferentes formas de falar constituem variedades linguísticas que não devem ser desprezadas.
d) A competência discursiva do aluno não pode ser medida pela variedade lingüística por ele empregada.
e) O falante “poliglota” revela sua competência lingüística uma vez que é capaz de distinguir diferentes variações em sua própria língua.

06-No trecho “quando alguém começa a falar, sabemos se é de São Paulo, gaúcho, carioca ou português” (l.5). O autor faz referência a um tipo de variação linguística que se encontra na alternativa:

a. estilística                      d. informal
b. social
c. geográfica                                                     

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